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Terça-feira, Outubro 31, 2006
11:48 AM |
| ....Dogville
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Olá, meu nome é Luirzenrique Von Trier de Oliveira Perez. Estou procurando algum produtor para um filme. Abaixo, a sinopse. =]
Bingólas à parte, esse é um exercício de RTVC, matéria que curso no 6° semestre de Com. Soc., Publicidade e Propaganda. Achei bacana, até. E não postei porque achei que, de tão bom, merecesse; mas para fins "acadêmicos". Sei como é não estar com a mínima vontade de fazer um trabalho e ter de fazê-lo... é um pénozbago. Serve também pra que tem o desprazer de estar nesse blog e ainda não assistiu a essa delicinha do cinema.
Às críticas infundadas (não é "infundadas" que quero dizer... que palavra mais fdp... meu fugiu... é quase "de bate-pronto") - pelo menos uma sei que vai ter -, antecipo: isso não é aquela tradicional "sinopse" que vc encontra na contra-capa das caixinhas. É como se eu tivesse escrito o roteiro e agora estivesse tentando achar alguém que o produza. Manja? Quase um resumo do roteiro.

Nome: Dogville Ano: 2003 Diretor: Lars Von Trier Gênero: Drama
.......Depois de um tempo fugindo de um grupo de gangsters, uma jovem de seus quase trinta anos chega a um vilarejo cercado por montanhas, muito pouco visitado - exceto por seus estranhos moradores - chamado Dogville. Inicialmente a jovem causa estranheza nos locais, que além moralistas e muito fechados entre si - xenófobos -, nada sabem a seu respeito e por tais motivos estão dispostos a expulsá-la de seu povoado. Porém, um jovem morador – dito porta-voz do vilarejo por si mesmo, cria certa empatia pela forasteira e, utilizando-se da boa fama e respeito que tem entre os conterrâneos, consegue convencê-los a abrigar a moça temporariamente; em troca, ela presta favores a cada habitante de Dogville. .......Com o tempo, surgem sentimento e atração mútua crescente entre a jovem e o auto-intitulado porta-voz. Então o povo descobre que ela é procurada pela polícia e, diante do perigo que representa ao vilarejo, a jovem passa a ser vista com maus olhos novamente, ganhando alguns inimigos. Como conseqüência pelo fato dos moradores estarem se arriscando ao abrigar uma refugiada, a obrigam a aumentar a carga de tarefas prestadas diariamente, dando tom abusivo à retribuição que a jovem paga pela hospedagem. .......A moça volta a ser procurada pela polícia outras vezes e, com isso, cresce a desconfiança, implicância, cinismo e, por consegüinte, mais afazeres por parte de alguns moradores; mas mesmo assim ela se desdobra para cumprir seus deveres, que a deixam por demais exausta e já tomam integralmente seu dia. O drama enfrentado pela jovem é cada vez maior; são realizadas novas reuniões para discutir seu futuro; é quase unanimidade - salvo por seu benfeitor - o abuso dos moradores para com ela; até que certo dia chega ao povoado uma comitiva de carros luxuosos. São o pai da jovem e seus capangas, que vêm em sua busca. Por fim, conseguem levá-la - por própria vontade, devido ao sofrimento que se tornou viver em Dogville -, não obstante exterminam todos os habitantes locais - inclusive o jovem por quem teve certo apreço, quem a denunciou por telefone - e ateiam fogo em toda a vila.
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Quarta-feira, Outubro 04, 2006
5:27 PM |
| ....elucidar a saudade
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Com bastante esforço, poderia desintensificar meu eu emotivo. Um alívio incontável seria não sentir mais esse espaço em branco circundado por interrogações e probabilidades. Porém, lembrando do silêncio e todo o clima que o universo criou nos instantes em que, rosto colados, seus olhos permeavam os meus e diziam algo que captei e entendí somente naquele momento, sinto tamanha perda seria a sutileza de emoção. Quero lembrar o que diziam e interpretar com racionalidade - ou será que não?! Não apenas por ser curioso! Será que vale desmistificar? Assim como meus lábios, de áridos para corados, saudáveis e macios. A entonação de seu perfume. O aroma das palavras. Olhos semicerrados - há menos de minuto, fechados pelo sono que se foi - hesitando em acreditar que o lençól dividido e os dois colchões em um são a primeira imagem do dia. A realidade não-comum. A esporadicidade. A mínima duração dos momentos perfeitos. A dureza que é rabiscar palavras com o coração. A paranóia. A velha e indesejável mania de criar expectativa. Ah...
Querência sobreracional.
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Sexta-feira, Agosto 18, 2006
10:52 AM |
| ....manhã de 18 de agosto
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Vou tentar escrever algo a respeito do começo do meu dia 18 de agosto, hoje. Espero que consiga.
- Alô. - Oi, mãe?! - Nossa! Vc ainda não foi trabalhar? - Ah... tranqüilo, mãe. Não faço quase nada o dia todo. hehe - Eu sei, mas eles não vão gostar que você chegue atrasado. - Nem ligam! - Ta bom. Vai trabalhar, vai. - Vou.
Volto a dormir.Acordo 30 minutos depois e faço a higiene matinal no banheiro. "Hm... é bom eu colocar uma roupa. O pessoal não vai gostar de me ver de pijama no trabalho." Me visto, perfumo, bebo um copo de suco de cajú, pego as chaves de casa e carro, venho trabalhar. O bom é que a "supervisora"(um nível acima na hierarquia, afinal não existe ninguém abaixo de estagiário) chega bem tarde. Adentro à Casa dos Direitos as nove e pouquinho e... nada dela mesmo! Então, como de costume, música com pínball. Música? Acho que QOTSA! Isso mesmo! Se foram umas 3 partidas sem êxito algum (considero uma partida de sucesso quando consigo deixar o nome na lista dos recordes). Já que não estou indo muito bem, vou tentar puxar algum disco. Mas tem que ser hospedado em outro servidor senão Megaupload ou Rapidshare, que são bloqueados. Procuro, procuro, acho. DOWNLOAD! Ish... sem slots para o Brasil?! Ma-ra-vi-lha! 5 minutos, atualizar. Agora tem slot pra mim! Mas "acess danied!". Como os filhos-da-puta bloquearam até o servidor do Sêo Benedito (acho que o SendSpace não é tãããão conhecido assim)?!?!? Tudo bem. Sou malandro! Vou reiniciar passo-a-passo e não executo o programa que bloqueia tudo. =] Mas... cadê esse modo de iniciar?? Será que não existe pra XP? Supimpa! Vou tentar o Modo de Segurança. Abro o tal blog novamente - que maravilha são estes blogs! - e clico no link pro download do disco. Expectativa... Não há Slots pra mim. Refresh! Nada. Refresh. Nada. 5 minutos. Refresh. Nada. Pinball durante 10 minutos. Refresh. Aeeee! Clico pra baixar. Expectativa... "ACESS DANIED!", em letras mais garrafais e gritantes que nunca. Ahhhhhhhh vááááááá! Quer saber? Vou ouvir Ben Kweller. Pra começar, My Apartment. Massa! Muito bom! O garoto prodígio, pois lançar um disco considerado um dos melhores do ano, com 20 anos de idade, não é pra qualquer pinguéla. É realmente muito bom! Me enche de esperança! Vou voltar a tentar fazer uns riffs. Tomara que, dessa vez, algum me agrade! Porém, não estou em minha casa ainda. São 10:19, estou na merda da Casa dos Direitos e a hora não passa. Olho pra esquerda e o puxa-saco mor da trupe está balbuceando algumas palavras que não ouço (estou de fones de ouvido) e interpretando descontentamento. "De que diabos está reclamando?" (imagino) É do papel que fizeram as pastinhas pra reunião de não sei o quê (não sei mesmo, não tenho interesse algum pelos assuntos tratados aqui). Disse que o papel é muito vagabundo. Não é não! Vagabundo é você que finge que trabalha! Eu também finjo trabalhar, mas deixo explícito que pouco me importo com isso aqui, afinal, estagiários são usados como office-boys aqui (na prefeitura, não sei se também em Monte Alto de modo geral). Quanta coisa útil eu poderia estar fazendo, mas não me deixam. "Você é estagiário", querendo dizer "você é inferior, não é ouvido, faz o trabalho que eu me recuso a fazer, tem contrato temporário, bate ponto, acorda mais cedo todo dia e ganha muito menos". Quer saber? Não me importo. Sei que logo não estarei mais aqui, mas em algum lugar onde eu, ao menos, faça algo útil e agradável. Mesmo ganhando menos ou nada. Poder público, NUNCA MAIS!
=] Beijo pra você!
*termino aqui ouvindo "An Disaster - Ben Kweller, On My Way".
Provavelmente a Ana Maria não vai ler isso aqui. Se eu estiver enganado: Parabéns, Estranha!
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Domingo, Agosto 13, 2006
9:09 PM |
| ....Suposição Temporal Cronológica
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Queria querer pouco e não criar tanta expectativa. Viver o hoje. Cada momento que dure não mais que 5 minutos. Malditos saudosos 5 minutos passados há quase 2016 cincos minutos. Do futuro, não digo. Demasiada suposição. É ansiedade.
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Domingo, Agosto 06, 2006
11:49 PM |
| ....É Assim.
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Não ser melhor. Não buscar a perfeição. Desprogramar o que há por vir. Viver o presente. Agir naturalmente. Instintivamente. Trapacear a pura fidelidade. Ser correto "...lá na casa do chapéu". Despreocupar. Desregrar. Mandar os princípios à merda. Ser nada mais do que a natureza do ser exige.
VIVER.
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Sábado, Julho 22, 2006
2:38 PM |
| ....poema da bênção
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Se você pensa Que a teta pensa Que não compensa,
Tenha crença De que a bença - "Bença, vó!" - "Deus te abençôa, negão gente boa!"
Special thanks to Ketas and Vença Brother Away.
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Sexta-feira, Março 03, 2006
4:28 AM |
| ....simbolicamente livre
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Foi hoje. Surgiu a vontade do nada. Criei coragem e então tirei aquela pulseira. Vermelha, em razão de outrora simbolizar nosso amor. Pensei que te amaria para sempre. Você me mostrou não merecer. Foi difícil. Não. Tirar a pulseira, não. Deixar de te amar. Talvez mais de 1 mês meus sonhos insistiram em fazer-me pequeno. Eles te queriam de volta. Tomaram a postura errada. Me fizeram serrar o sorriso que há muito me acompanhava. Ser hostil e indiferente. Talvez tenha agido dessa forma devido àquela adquirida velha mania de auto fazer-me bode expiatório. Não sou sempre o errado. Para melhores efeitos, teria de ao menos fingir nunca sê-lo. Sou incapaz. E me persiste esta mania indesejável, mesmo depois de algum tempo passado. Bom... se todos fizessem assim... AH! Deixa pra lá! Acho que sou o único. Para minha verdadeira satisfação, agora, com paladar aguçado, bastaria comer um empadão de palmito da Pão Gostoso. Mesmo sabendo que amanhã meu estômago revoltar-se-ia contra mim. Ou não. EU teria um orgasmo de sabores finalizado por um cochilo.
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